O tradicional Afoxé Filhos de Gandhy levou o perfume da alfazema e o simbólico “tapete branco” ao Pelourinho neste domingo (15), quarto dia do Carnaval da Bahia 2026. Com apoio do Programa Ouro Negro, da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), a agremiação apresentou no Circuito Osmar o tema “Nos caminhos da Comunicação para a Paz”, reafirmando sua identidade como uma das mais emblemáticas expressões culturais de matriz africana da folia baiana.
Em seu 77º ano de história, o bloco mantém viva a tradição inspirada nos princípios de não-violência e convivência harmoniosa associados a Mahatma Gandhi. O afoxé reúne cerca de quatro mil associados, exclusivamente homens, muitos deles mantendo um vínculo que atravessa gerações familiares. A religiosidade é marcada pelo som dos agogôs, pelos cânticos em ijexá e por símbolos que reafirmam a luta contra a intolerância religiosa, o racismo e a violência.
O desfile também evidencia a política pública de valorização das manifestações afro-culturais no Carnaval. Em 2026, o Programa Ouro Negro conta com investimento recorde de R$ 17 milhões, viabilizando a participação de 95 projetos em Salvador e outros oito no interior do estado, fortalecendo blocos afro, afoxés, grupos de samba, reggae e agremiações tradicionais que sustentam a identidade cultural da festa.
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
