Mais de 200 convidados prestigiaram a estreia do filme “Amigo! – A Biografia de Pepe Faro”, na Sala 1 do complexo de cinemas UCI Orient, no Shopping Barra . Empresários, políticos, familiares, imprensa e personalidades da sociedade baiana foram recebidos pelo próprio Pepe e sua mulher Almerinda, pelo dois filhos André e Sandra, netos, e outros parentes

O documentário, dirigido por Amadeu Alban, que conta a trajetória de superação do imigrante galego que se tornou um dos nomes mais queridos e influentes da gastronomia e do varejo em Salvador, emocionou a todos em vários momentos.
O homengeado assistiu ao filme ao lado de Dona Almerinda, do filho André Faro, CEO do Almacen Pepe, e do neto Matheus Faro, de 19 anos, que já segue os passos da família no mesmo negócio. Antes do inicio da sessão, o patriarca da família recebeu os cumprimentos no saguão do cinema, onde também posou para fotos.

Pepe representa, no filme e na vida real, o legado da imigração espanhola na Bahia, marcada pela chegada de milhares de galegos que reconstruíram suas vidas em Salvador e deixaram contribuições profundas para a identidade da cidade.
Filhos da Guerra
Em um dos momentos mais emocionantes e fortes do documentário, Pepe relembra a infância de privações na região de Aboal, na Galícia, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. “Quando eu nasci, a guerra já tinha terminado, mas as consequências vieram depois. Era muito difícil, éramos filhos da guerra”, disse o galego.

A Bahia era um sonho. Para ele, e para a maioria dos espanhóis, especialmente da Galícia, maioria da enorme colônia que se formou na capital baiana. Criador da Perini, o empresário transformou o varejo baiano e, décadas depois, reinventou-se com o Almacen Pepe, hoje administrado pelo filho, André, e já com participação direta da terceira geração da família, representada por Matheus.
Bastante emocionado, André Faro não conteve o choro no momento de agradecimento ao pai e aos convidados daquela noite. “É um sonho que estou realizando. Acho que foi o principal sonho da minha vida, eu com 53 anos, conseguir realizar isso que foi fazer o filme da vida do meu pai. Para mim, é um legado que estou deixando para a família, para os clientes, para os amigos, para a juventude que muitas vezes não sabe como começar para chegar lá.
O diretor e roteirista Amadeu Alban agradeceu a presença do público e reforçou o desafio de registrar uma história tão rica e ao mesmo tempo tão simples. Ele lembrou que Pepe resistiu inicialmente à ideia do filme, por achar sua vida “comum demais”, mas acabou convencido pela força da própria trajetória.
“Pepe é extraordinário justamente pela simplicidade. Filmar essa história foi reviver um legado que atravessa gerações e emociona pela humanidade. Este filme só existe porque muita gente acreditou nele como personagem e acreditou na importância de conservar essa memória”, pontuou Alban.
