No Baixo Sul baiano, entre as cidades de Igrapiúna e Ituberá, um projeto de conservação da Mata Atlântica ocupa um espaço de 3.950 hectares. É a Reserva Ecológica Michelin (REM), um projeto que saiu do papel em 2004 e é protegido pela indústria francesa de pneus que dá nome ao local. A área é um dos destaques de sustentabilidade no Brasil que, sob a luz da COP30, a Conferência do Clima da ONU, que acontece em novembro no Pará, ganha holofotes internacionais.
Além da vasta vegetação, a reserva abriga a maior cachoeira do litoral da Bahia, a Pancada Grande, que tem 61 metros de altura. No total, 2 700 espécies da fauna e flora já foram catalogadas na área – algumas delas anteriormente desconhecidas.
O lugar recebe, em média, 100 cientistas por ano, que estão envolvidos em 149 projetos de investigação científica ambientados na reserva. 39 novas espécies foram descritas pelos pesquisadores a partir de exemplares encontrados na área, incluindo sapos, bromélias, fungos, formigas e besouros. Algumas delas são consideradas microendêmicas, ou seja, só existem naquela área.
Instalada no sul da Bahia desde os anos 1980 para garantir o fornecimento de borracha natural para a produção de pneus, a Michelin identificou a oportunidade de transformar terras em risco de colapso ambiental em uma área de proteção.
Crédito: Michelin


