O Oeste da Bahia se consolida como um dos principais polos do agronegócio nacional. Após duas décadas do avanço do algodão na região, a Bahia já ocupa o segundo lugar na produção da fibra no país e contribui para o Brasil liderar as exportações mundiais. Agora, o destaque é o cacau, que vem ganhando força com altos índices de produtividade.
Introduzido há sete anos no Cerrado, o cacau já apresenta colheitas de 150 a 250 arrobas por hectare — desempenho até dez vezes maior que a média nacional. O cultivo é feito em áreas de pastagem degradada, com tecnologia, irrigação e manejo de precisão, o que o torna acessível tanto a pequenos quanto a grandes produtores.
“O que estamos vendo com o cacau lembra o início da cotonicultura. Uma cultura desafiadora, mas que encontrou no Cerrado baiano as condições ideais para se desenvolver”, afirma Moisés Schmidt, presidente da Aiba.
Para discutir esse avanço, a entidade promove, de 10 a 12 de julho, a quarta edição da Cacauicultura 4.0, com programação em Barreiras e Riachão das Neves, reunindo produtores, pesquisadores e especialistas do setor.
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