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Boteco da Sereia faz da simplicidade e do mar o seu maior trunfo na Saúde

As ruas estreitas do bairro da Saúde, em Salvador, já são mais do que conhecidas por quem é adepto da vida boêmia na capital. A efervescência dos largos e a gastronomia de espaços como o Di Janela atraem milhares de pessoas todos os fins de semana para o bairro que já foi mais pacato.

No meio desse movimento, no entanto, existe um lugar que parece funcionar em uma lógica própria. Localizado no Beco da Sereia, o boteco que leva o mesmo nome do logradouro entrega um ambiente quase familiar, marcado por boa comida e cerveja gelada.

Com mesas e cadeiras espalhadas por uma rua onde quase não passam carros, o Boteco da Sereia se apresenta como refúgio para quem quer fugir da ‘agonia’ e aproveitar um ambiente mais tranquilo. A calmaria do local chama atenção, mas não chega a superar o principal atrativo da casa: a comida.

O que vem do mar costuma ser escolha segura no cardápio da cozinha comandada por Neusa Dias. O caldo da casa, que também carrega o nome do beco e do estabelecimento, reúne sururu, polvo e camarão. Cremoso e bem temperado, é uma pedida certeira para abrir os trabalhos e começar a conhecer o tempero da anfitriã.

Caldo da Sereia. Foto: Reprodução

Nos quitutes, camarão e polvo voltam a aparecer em pastéis — que, em Salvador, já são quase um clichê —, mas recompensam quem não está tão preocupado em inovar. Outro clássico do cardápio é o bolinho de charque. Sem exagero, é o melhor petisco da casa. Sequinho, bem temperado e com sabor marcante, faz ser difícil parar na primeira porção.

Entre os pratos principais servidos no almoço, é impossível ignorar a estrela da casa: o arroz de mariscos. Farto em frutos do mar, o prato chega à mesa soltinho e equilibrado, sem que nenhum ingrediente se perca no conjunto. O tempero, por si só, já eleva a experiência muito além de simplesmente comer camarão e polvo no ponto certo.

Bolinho de Charque. Foto: Reprodução

Quando o assunto é bebida, não há mistério: cerveja bem gelada, como manda o figurino. Para quem prefere as branquinhas, há também uma boa variedade de cachaças. De vez em quando, inclusive, a própria anfitriã aparece com uma dose de Licor do Porto, produzido no Recôncavo Baiano, para presentear os visitantes.

O Boteco da Sereia não pretende reinventar a roda. Ainda bem. A casa prefere fazê-la girar em um ritmo que muitos bares mais “bombados” parecem ter esquecido — e, no processo, entrega comida que dificilmente decepciona.

Texto: Wendel de Novais
Foto: Reprodução

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