A literatura negra, de diferentes autores e gerações, será o grande destaque da Balada Literária da Bahia 2025, que acontece de 27 a 30 de novembro, na capital baiana. Presente há dez anos no calendário cultural de Salvador, o evento realiza uma edição especial, homenageando o centenário de Mãe Stella de Oxóssi (1925-2018) e sua obra literária. Uma conexão se formará entre o pensamento da ialorixá baiana com escritores que fazem e pensam a literatura negra contemporânea.
Entre os autores baianos, estarão Samuel Vida, Hamilton Borges, Jairo Pinto, Anajara Tavares, Vércio, Fábio Mandingo e Jocélia Fonseca. Entre os de fora, estarão presentes Esmeralda Ribeiro (SP), Cristiane Sobral (DF), Juliana Correia (RJ), Jéssica Balbino (MG) e Paulo Scott (RS). Nos três dias do evento, no início da tarde, haverá rodas de poesia, e após cada mesa, sessões de autógrafos. O escritor pernambucano Marcelino Freire, idealizador da Balada Literária de São Paulo, estará presente em duas mesas em Salvador e comandará uma oficina literária no dia 2 de dezembro, após a Balada.
“Chegamos aos 10 anos de Balada Literária da Bahia, com honra e alegria em homenagear Mãe Stella de Oxóssi e integrar a programação de seu centenário, em parceria com o Ilê Axé Opô Afonjá. Ela e o terreiro simbolizam bem o empenho em nos mantermos de pé, respeitando a diversidade, mas preservando a identidade própria. A Balada continua um palco para a palavra sem amarras e o diálogo das artes, com espaços efetivos para as expressões da negritude”, diz o escritor e curador Nelson Maca.
A programação acontece no Terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, no São Gonçalo do Retiro, na Biblioteca Pública dos Barris e na Sala Walter da Silveira, com entrada gratuita.
(Tharsila Prates)


