Um álbum ao vivo da cantora baiana Gal Costa, gravado em Buenos Aires, em 1978, foi disponibilizado no Spotify sem conhecimento da Universal Music, detentora atual dos direitos da antiga Philips/ Polygram, à qual Gal era contratada exclusiva, e também sem o conhecimento da família da artista, incluindo o irmão Guto Burgos.
Gal era artista exclusiva da Polygram na época, o que significa que qualquer registro relativo àquele ano precisa ter a anuência da gravadora de então, ou seja, a atual Universal. O direito é retroativo.
O álbum que circula agora pelas plataformas digitais deriva da apresentação de Gal em Buenos Aires, realizada em outubro de 1978. Antes do surgimento oficial do registro, pequenos indícios já tinham vazado na internet, como “Falsa Baiana”, de Geraldo Pereira; “Antonico”, de Ismael Silva; e o “O Leãozinho”, de Caetano Veloso, todas na voz afiada de Gal.
Mas Guto só soube do lançamento quando foi procurado pelo site de Heloisa Tolipan, que divulgou o assunto. A empresa que assinou a distribuição — Montevideo Music Group, sediada no Uruguai — e a Universal foram procuradas pela reportagem, mas não retornaram.
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