Iogurte natural, grego, integral, desnatado, bebida láctea e leite fermentado ocupam as mesmas prateleiras dos supermercados, mas apresentam diferenças na composição, no processo de fabricação e no valor nutricional. Entender essas características ajuda o consumidor a fazer escolhas mais conscientes. Segundo Paulo Cintra, sócio-fundador da Natural Gurt e presidente do Conselho Nacional das Indústrias de Laticínios (CONIL), o primeiro passo é observar a embalagem.
“O primeiro passo é olhar o rótulo. Muitas pessoas compram um produto acreditando que estão levando um iogurte para casa, quando, na verdade, trata-se de uma bebida láctea ou de outro derivado do leite. Não existe produto melhor ou pior de forma absoluta, mas é importante que o consumidor saiba exatamente o que está adquirindo para escolher aquilo que atende às suas necessidades”, explica.

A principal diferença está na composição. O iogurte é produzido a partir da fermentação do leite por culturas específicas de bactérias, responsáveis por sua textura e sabor. Já o iogurte grego passa por uma etapa de filtragem que retira boa parte do soro do leite e resulta em uma consistência mais espessa e maior concentração de proteína. As versões integral, semidesnatada e desnatada se diferenciam pela quantidade de gordura presente no leite utilizado na produção.
Na hora da compra, a recomendação é observar a denominação de venda, geralmente apresentada na parte frontal da embalagem. É essa informação que indica oficialmente se o produto é um iogurte, uma bebida láctea ou um leite fermentado.
Light, diet e natural
Os termos light e diet também podem gerar confusão. Um produto light apresenta redução de pelo menos 25% em algum nutriente ou no valor energético em relação à versão convencional. Já o diet é formulado com a retirada total de determinado ingrediente, como o açúcar, e pode atender a necessidades alimentares específicas.
O iogurte natural, por sua vez, não recebe aromas, corantes ou preparados de frutas. Pode ser consumido puro ou combinado com ingredientes como frutas, aveia, castanhas e mel. Na escolha, também é importante observar a lista de ingredientes, que aparece em ordem decrescente de quantidade. Listas mais simples facilitam a identificação da composição e permitem verificar a presença de açúcares adicionados, corantes, aromatizantes e outros aditivos.
A tabela nutricional permite comparar produtos e categorias a partir de informações como proteínas, gorduras, carboidratos e sódio. A análise pode ser especialmente útil para quem possui objetivos nutricionais específicos.
Para Paulo Cintra, transformar a leitura dos rótulos em um hábito amplia a autonomia do consumidor. “O rótulo é o principal canal de comunicação entre a indústria e o consumidor. Quando aprendemos a interpretar essas informações, conseguimos fazer escolhas mais conscientes, compatíveis com nossos hábitos alimentares e necessidades nutricionais. Informação é uma grande aliada da saúde”, afirma.
Fotos: Reprodução/Magnific
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