O cantor Ítalo Coutinho, que integrou o grupo Dominó entre 1980 e 1990, ganhou um processo que movia desde 2023 contra o locutor paulista Kaká Siqueira por crime de difamação. De acordo com o processo, o radialista da rádio Capital (SP) afirmou em seu programa, que o apresentador Gugu Liberato (1959-2019), criador da banda, se relacionou intimamente com os meninos do grupo, afirmando ainda que quem não cedia, era demitido. Siqueira, que foi desligado da emissora logo após esta fala, foi condenado pela justiça paulista a pagar ao ex-Dominó, uma indenização por danos morais no valor de 20 salários-mínimos, além de pena de um ano de detenção em regime aberto, substituída por prestação de serviços comunitários, e multa de mais de R$ 6 mil. O processo ainda cabe recurso.
Sem limites
Radicado na Bahia há mais de três décadas, onde comanda a empresa M&I Eventos Musicais, em parceria com o marido Marcelo Coutinho, Ítalo diz que fez questão de seguir adiante com o assunto porque existem limites que não podem ser ultrapassados. Atual proprietário da marca Dominó – grupo musical juvenil que revelou nomes como do ator e apresentador, Rodrigo Faro – ele garante que nenhum dos jovens foi desrespeitado pelo apresentador. “Eu nunca tive qualquer tipo de relação íntima com o Gugu. Minha história com a marca é pautada no respeito, na competência profissional e em parcerias sólidas. O Gugu foi um ícone, alguém que respeitamos, e usar a memória dele para criar esse tipo de ficção é uma falta de respeito não só comigo, mas com a família dele e com a história do grupo”, desabafa o cantor.
